Entre 2015 e 2017, estima-se que 8.200 pessoas foram executadas extrajudicialmente na Venezuela em ações de grupos policiais e militares que participam da implementação de sucessivos planos de combate à violência. Em nome deste combate, o governo do presidente Nicolás Maduro "contribuiu para o agravamento da crise com o uso desproporcional da força, incluída a letal, como resposta e suposta justificação de sua política de segurança", alertou na última quinta-feira a ONG Anistia Internacional (AI).
Em relatório intitulado “Isso não é vida. Segurança cidadã e direito à vida na Venezuela”, a ONG acusa o Estado venezuelano de “usar a força intencionalmente contra a população mais vulnerável e excluída socialmente”.
A AI denunciou Maduro e suas forças de segurança policiais e militares por violar os direitos humanos de jovens dos setores mais humildes que, de acordo com a ONG, são “criminalizados por viver nessa situação”. O governo, apontou a AI, deveria, pelo contrário, “aplicar políticas preventivas de controle da delinquência ajustadas a normas internacionais em matéria de direitos humanos”.
Foram dois anos de investigação em um dos países mais violentos do mundo. Atualmente, lembrou a ONG, a taxa de homicídios na Venezuela é de 89 casos para cada 100 mil habitantes, quase triplicando o indicador do Brasil (30 para cada 100 mil), que já é mais de quatro vezes maior do que a média mundial, de 7,5 mortes por 100 mil.
O Globo
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